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Queria entender por que a gente segue o fluxo. Por que vivemos uma vida que não queremos viver, fazemos coisas que não temos a mínima vontade de fazer e adiamos o que nos é importante. Queria uma vida simples e quieta, pouca gente ao meu redor, sem grandes pressões, meus cachorros e gatos, um amor livre e completo, caminhar no meu ritmo, sorrir mais... economizo meus minutos, choro por me sentir vazio, me afasto do que realmente importa, planejo coisas contando com anos que não sei se viverei, esqueço minhas vontades, adio meus sonhos dia após dia, saio de casa pouco, quase não vejo o céu, meu sono é a única escapatória, as culpas e expectativas são pesadas demais.

"- Oi, tudo bem?
- Tudo bem e você?
- Também!" e um sorriso amarelo.

Todo mundo sabe que é mentira, ninguém faz nada a respeito.
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Hoje o Sebastian estaria completando o sexto mesversário, mas infelizmente essa semana ele nos deixou. Dói perder um bom amigo, um filho de quatro patas. A pior parte é me distrair com alguma coisa e logo em seguida lembrar que o gordo se foi, são repetidos socos no estômago. Eu sei que um dia a falta que hoje traz lágrimas vai se transformar em boas lembranças e sorrisos. Vai ficar a nossa última e melhor foto, com ele amando meu abraço. 
Eu reli algumas postagens antigas. Dois mil e oito. Reli as histórias com os antigos amigos, hoje apenas amigos de facebook. Senti saudade, mas não dos amigos. Eu senti saudade de como eu era naquela época. De como eu ficava feliz fazendo bobeirinhas como "causar" nas ruas de madrugada. Deus, eu nem sei mais que gíria as pessoas usam hoje em dia pra bagunças noturnas. Eu não sei mais que gírias ninguém usa pra nada. Eu mudei tanto que social pra mim é ir com o namorado ao cinema, no máximo se tiver muito animado irmos à algum bar bem susse. Balada pra mim é sinônimo de bebidas caras, quentes e lugares sujos, cheios de gente fumando e deixando minhas roupas fedendo, muita gente junta, muita gente de 20 anos se achando adulto bebendo e fumando e pagando tudo com o salário de vendedor de shopping, galera de meia arrastão e mini saia, moleque de regata e touca e barba falhada, moleque de 18 anos com suspensório e bigode de colonizador português. Sujeira. Barulho.

Eu dou graças a Deus de poder ficar em casa de boa. Às vezes algum amigo lembra da minha existência e logo me chama pra ir em um bar tipo domingo a noite. Apenas penso "ai, não". Eu não entendo gente que vai em balada de quarta-feira. Pra ser honesto, não entendo gente que vai em balada, seja o dia que for. Já não suporto pavonear por aí. Não suporto fazer barulho e presenciar toda essa vida recém saída da adolescência, ao mesmo tempo que olho e sinto saudade de quando eu era desse jeito. Ao mesmo tempo, eu nunca estive mais feliz com a vida que levo e com o jeito que sou. Prestes a fazer 26 anos. É isso. Estou oficialmente virando adultinho.
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O corpo humano tem todas as células diferentes das que tinha há sete anos. Células completamente novas, o que quer dizer que hoje você é um "clone" do seu eu de 2008. Uma pessoa totalmente nova.

Só não me contaram que a vida também muda totalmente tão rápido.

Das aleatoriedades

Hoje o dia não amanheceu lindamente cinza, o céu se encontra no tom claro de azul e os passarinhos estão cantando no quintal do vizinho.

O sol amanheceu mais preguiçoso do que eu e espero que ele permaneça assim, amém.

Todos temos preferência por algo, eu por exemplo: adoro madrugadas de domingo pra segunda e tomar café com leite e leite em pó com colher. 

Por mim todos os dias seriam cinza, apesar deu saber que o sol também é importante e merece uma chance.

Durmo com um travesseiro pra cabeça, outro para o meio das pernas e um terceiro para os dias de carência aguda.

Cartas, bilhetes, post's, guardanapos e rascunhos todos rabiscados com lapiseira e uma letra caseira, #aletradaspessoas. Nunca gostei de corretivo.

Aleatoriamente tô me esvaziando, como uma pia entupida que aproveita as brechas para escorrer.

"Eles passarão, eu passarinho"


Tô passando por mais um daqueles momentos em que a vida se bagunça toda, e quando digo isso é porque foi tudo revirado e deixado de qualquer jeito, e como em todas as vezes eu me sento, na verdade eu me deito e fico só observando, porque sempre tem mais alguma coisa pra se soltar do teto e não quero nada caindo na minha cabeça, já me basta o coração que se encontra em farelos e o sangue ralo que me corre nas veias.

A gente só repara o estrago quando ele já não cabe mais embaixo do tapete, quando o sorriso amarelo não aparece, quando qualquer motivo é o suficiente pra fazer os olhos lacrimejarem e quando não se tem motivos pra sair da cama. Eu sei que é fase, eu sei que vou sobreviver, eu sei que tudo vai melhorar, eu sei ... mas às vezes eu esqueço, enlouqueço e não me reconheço.


A som de: Cartola, "Preciso me encontrar".
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Se a gente não se vigiar acaba se perdendo. Os primeiros dias de distância a saudade grita tão alto que ficamos cegos, mas o correr dos dias parece abafar esse som e daí se a gente não vigiar acaba se perdendo. Esquecemos de voltar, deixamos de procurar e por fim deixamos pra lá. No começo toda dor é sentida, mas como somos animais estranhos a dor com o tempo se torna aceitável e indolor.
Vez em quando sinto o peso da vida inteira sobre as minhas costas, como se todos os meus excessos de antes me cobrassem algo no presente, e vice e versa. A verdade é que eu me cobro demais, e pouco faço para suprir minhas expectativas. Me encontro num período chato de quase apatia, quase um foda-se-tudo-eu-posso-continuar-vivendo-no-automático, mesmo sabendo o quão prejudicial é e quanto tempo eu perco nesse movimento. As coisas não estão ruins, mas elas não estão na plenitude que poderia estar. Muitas coisas me incomodam e pouco consigo fazer para mudar, me deixando num confortável estado de reclamação-irritação-ok. Eu não sei direito o que fazer. Não sei.
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Eu erro, sou um ser humano formado de erros, conheço bem os meus defeitos e sei até onde vai o meu limite. Sei que quando eu erro eu vou atrás, percebo que mesmo quando não estou errado eu peço desculpa para manter a paz. Acho que isso é uma bela qualidade que eu tenho. Sei que já falei isso muitas vezes, eu sou uma pessoa com uma personalidade que é difícil e todas as pessoas tem uma personalidade diferente, umas combinam, outras não e aí existem os conflitos. Sei muito bem que tenho que abrir mão de muita coisa e tenho que aprender a lidar com muitas outras coisas e outras pessoas, mas também é necessário que as pessoas que eu tento lidar, saibam que também é necessário para elas que aprendam a conviver comigo também, é como todo relacionamento, os dois tem que estar disposto a mudar, a melhorar, a caminhar juntos. Se isso não existe, o relacionamento pode acabar na mesma hora porque não vai mudar nada e a única coisa que vai acontecer será manter mágoa e raiva um do outro e raiva e mágoa são coisas que eu não guardo... tenho medo de câncer!

Sinais de fumaça

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Olá... tem alguém ai???
Estou aqui... alguém?
Pra quem achou que eu estava morto e enterrado, estou aqui pra dizer que: não, não estou.

Um ano sem dar a miníma pra essa pocilga que eu chamo de blog, mas né... sem ele não sou.
Acontece que sai, definitivamente, debaixo da barra-da-saia de minha rainha e cortei o cordão-umbilical com a mamãezinha. Há 10 meses sou sócio do meu próprio barraco, ajudando a organizar/pagar as contas e comandando as faxinas. Assumi a minha posição de adulto mais ou menos pra não perder meu charme jovial, mas não será necessário deixar de lado as vantagens de ser um eterno adolescente (rs). Agora eu sou dois em um e mais quatro filhos peludos e contando. Não respondo mais no singular, meus verbos são conjugados na primeira pessoa do plural. Aprendi a lavar, passar e acho que a cozinhar também e ensinei que purê-de-batata é um manjá! Beijos de 'bom dia' todas as manhãs, antes mesmo de escovar os dentes. Tá bom assim, e espero/quero que continue de janeiro à janeiro, até o mundo acabar.