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UÓ DA GABIROBA

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Se alguém ainda vem por aqui (segundo atualizações do Google essa casa empoeirada ainda recebe algumas visitas) deve ter reparado que está tudo meio abandonado, não está fluindo como antes. Acontece que a primeira pessoa do singular desse blog azul não cabe mais nele, o cara de 26 anos de hoje não lembra muito o adolescente de 16 que tinha muito a dizer, agora ele bebe, fuma, trepa e ficou meio amargo. Mas isso aqui não é uma despedida e sim uma mudança de casa, encontro vocês no UÓ DA GABIROBA, que será tão inútil quanto esse bloguinho encardido aqui.

A Boy Named Sue - Jhonny Cash

Bom, meu pai saiu de casa quando eu tinha 3 anos, e ele não deixou muita coisa para mamãe e nem pra mim, só este velho violão e uma garrafa vazia de bebida. Agora eu não o culpo porque ele fugiu e se escondeu, mas a coisa mais malvada que ele já fez foi que antes de partir ele veio e me deu o nome de Sue.

Bem, ele deve ter achado que era uma piada e tanto, e isso rendeu muitas risadas de um monte de gente. Parecia que eu teria que lutar a minha vida inteira. Alguma namorada poderia rir e eu ficava vermelho e algum cara riria e eu quebraria a cabeça dele. Eu lhe digo, a vida não é fácil para um garoto chamado Sue.

Eu cresci rápido e cresci malvado, meus punhos duros, e meus movimentos mordazes. Eu vaguei de cidade em cidade para esconder minha vergonha, mas eu me fiz jurar pra lua e pras estrelas que procuraria nos bordéis e bares e mataria o cara que me deu aquele nome horrível.

Bem, era Gatlandburg em meados de junho, mal cheguei à cidade, minha garganta estava seca, pensei: eu vou parar e tomar uma bebida. Num velho saloon numa rua de lama ali estava numa mesa sentado apostando o cão imundo e sarnento que me chamou de Sue.

Bem, sabia que aquela cobra era meu doce papai por uma uma foto velha que minha mãe tinha e eu conhecia aquela cicatriz no rosto e seus olhos maus. Ele era grande e curvado, e grisalho e velho, e eu olhei pra ele e meu sangue gelou, e eu disse: "eu nome é Sue! Como vai? Agora você Morrerá!". Sim, isto foi o que eu disse a ele.

Bem, eu o acertei forte no meio dos olhos e ele caiu, mas para minha surpresa veio com uma faca e cortou fora um pedaço da minha orelha. Eu quebrei uma cadeira direto em seus dentes e nós quebramos a parede e saímos pra rua chutando e socando na lama no sangue e na cerveja. Eu lhe digo que já lutei com homens mais fortes, mas realmente não consigo lembrar quando, ele chutava como uma mula e mordia como um crocodilo.

Bem, eu o ouvi rindo, e o ouvi tossindo, ele pegou sua arma, mas eu peguei a minha primeiro. Ele ficou lá olhando para mim e eu o vi sorrir. Então ele disse: "Filho, este mundo é cruel e se um homem quer sobreviver tem que ser durão, eu sabia que não poderia estar lá para te ajudar. Então eu lhe dei esse nome e disse adeus, eu sabia que você teria que ficar durão ou morrer e foi esse nome que lhe ajudou a te fazer forte. Agora, você acaba de lutar uma bela de uma briga e eu sei que você me odeia e você tem o direito de me matar agora e eu não vou te culpar se você o fizer. Mas você tem que me agradecer antes de eu morrer pelas pedras no seu estômago e pela cuspida no seu olho porque eu sou o filho da puta que te deu o nome de Sue".

Bem, o que eu poderia fazer, o que eu poderia fazer? Bem, eu fiquei sem ar e joguei minha arma fora, o chamei de pai e ele me chamou de filho e eu vim embora com um ponto de vista diferente. Eu penso nele agora e sempre toda vez que eu tento e toda a vez que eu ganho, se eu tiver um filho eu acho que o chamarei de Bill ou George, qualquer coisa menos sue!

Eu ainda odeio aquele nome!
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Se tem uma coisa que eu não nasci pra fazer é viver pisando em ovos, posso até tentar porque sou um rapaz cheio de boas intenções e tal... mas vai chegar uma hora que não vai sobrar um ovo inteiro pra contar história. E essa hora chegou.

Na falta do que fazer...

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Desafio das Séries (porque é o que a gente gosta, é o que a gente quer):

1) Nunca assisti: Game of Thrones.
2) Não sinto vontade de assistir: Breaking bad, Orange is the new black, Downton Abbey.
3) Ninguém que eu conheça assistiu mas eu gosto: Arrow, True Bloond, Brothers & Sisters,
4) Última série que assisti: Lúcifer.
5) Tenho preguiça de assistir: Supernatural, AHS, Once Upon a Time.
6) Assistiria tudo de novo: Arrow, Sense8.
7) Séries que parei pela metade: Demolidor, the walking dead, penny dreadful.
8) Uma série que "mudou" minha vida: Sex and the city (o melhor remédio pra quando bate a bad).
9) Uma indicação: Brothers & Sisters.
10) Merecia mais episódios: Friends (10 temporadas foi pouco).
11)Série que me fez mais trouxa: Ugly Betty, The O.C.
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Queria entender por que a gente segue o fluxo. Por que vivemos uma vida que não queremos viver, fazemos coisas que não temos a mínima vontade de fazer e adiamos o que nos é importante. Queria uma vida simples e quieta, pouca gente ao meu redor, sem grandes pressões, meus cachorros e gatos, um amor livre e completo, caminhar no meu ritmo, sorrir mais... economizo meus minutos, choro por me sentir vazio, me afasto do que realmente importa, planejo coisas contando com anos que não sei se viverei, esqueço minhas vontades, adio meus sonhos dia após dia, saio de casa pouco, quase não vejo o céu, meu sono é a única escapatória, as culpas e expectativas são pesadas demais.

"- Oi, tudo bem?
- Tudo bem e você?
- Também!" e um sorriso amarelo.

Todo mundo sabe que é mentira, ninguém faz nada a respeito.
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Hoje o Sebastian estaria completando o sexto mesversário, mas infelizmente essa semana ele nos deixou. Dói perder um bom amigo, um filho de quatro patas. A pior parte é me distrair com alguma coisa e logo em seguida lembrar que o gordo se foi, são repetidos socos no estômago. Eu sei que um dia a falta que hoje traz lágrimas vai se transformar em boas lembranças e sorrisos. Vai ficar a nossa última e melhor foto, com ele amando meu abraço. 
Eu reli algumas postagens antigas. Dois mil e oito. Reli as histórias com os antigos amigos, hoje apenas amigos de facebook. Senti saudade, mas não dos amigos. Eu senti saudade de como eu era naquela época. De como eu ficava feliz fazendo bobeirinhas como "causar" nas ruas de madrugada. Deus, eu nem sei mais que gíria as pessoas usam hoje em dia pra bagunças noturnas. Eu não sei mais que gírias ninguém usa pra nada. Eu mudei tanto que social pra mim é ir com o namorado ao cinema, no máximo se tiver muito animado irmos à algum bar bem susse. Balada pra mim é sinônimo de bebidas caras, quentes e lugares sujos, cheios de gente fumando e deixando minhas roupas fedendo, muita gente junta, muita gente de 20 anos se achando adulto bebendo e fumando e pagando tudo com o salário de vendedor de shopping, galera de meia arrastão e mini saia, moleque de regata e touca e barba falhada, moleque de 18 anos com suspensório e bigode de colonizador português. Sujeira. Barulho.

Eu dou graças a Deus de poder ficar em casa de boa. Às vezes algum amigo lembra da minha existência e logo me chama pra ir em um bar tipo domingo a noite. Apenas penso "ai, não". Eu não entendo gente que vai em balada de quarta-feira. Pra ser honesto, não entendo gente que vai em balada, seja o dia que for. Já não suporto pavonear por aí. Não suporto fazer barulho e presenciar toda essa vida recém saída da adolescência, ao mesmo tempo que olho e sinto saudade de quando eu era desse jeito. Ao mesmo tempo, eu nunca estive mais feliz com a vida que levo e com o jeito que sou. Prestes a fazer 26 anos. É isso. Estou oficialmente virando adultinho.
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O corpo humano tem todas as células diferentes das que tinha há sete anos. Células completamente novas, o que quer dizer que hoje você é um "clone" do seu eu de 2008. Uma pessoa totalmente nova.

Só não me contaram que a vida também muda totalmente tão rápido.

Das aleatoriedades

Hoje o dia não amanheceu lindamente cinza, o céu se encontra no tom claro de azul e os passarinhos estão cantando no quintal do vizinho.

O sol amanheceu mais preguiçoso do que eu e espero que ele permaneça assim, amém.

Todos temos preferência por algo, eu por exemplo: adoro madrugadas de domingo pra segunda e tomar café com leite e leite em pó com colher. 

Por mim todos os dias seriam cinza, apesar deu saber que o sol também é importante e merece uma chance.

Durmo com um travesseiro pra cabeça, outro para o meio das pernas e um terceiro para os dias de carência aguda.

Cartas, bilhetes, post's, guardanapos e rascunhos todos rabiscados com lapiseira e uma letra caseira, #aletradaspessoas. Nunca gostei de corretivo.

Aleatoriamente tô me esvaziando, como uma pia entupida que aproveita as brechas para escorrer.

"Eles passarão, eu passarinho"


Tô passando por mais um daqueles momentos em que a vida se bagunça toda, e quando digo isso é porque foi tudo revirado e deixado de qualquer jeito, e como em todas as vezes eu me sento, na verdade eu me deito e fico só observando, porque sempre tem mais alguma coisa pra se soltar do teto e não quero nada caindo na minha cabeça, já me basta o coração que se encontra em farelos e o sangue ralo que me corre nas veias.

A gente só repara o estrago quando ele já não cabe mais embaixo do tapete, quando o sorriso amarelo não aparece, quando qualquer motivo é o suficiente pra fazer os olhos lacrimejarem e quando não se tem motivos pra sair da cama. Eu sei que é fase, eu sei que vou sobreviver, eu sei que tudo vai melhorar, eu sei ... mas às vezes eu esqueço, enlouqueço e não me reconheço.


A som de: Cartola, "Preciso me encontrar".