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"Ah, meu amor, meu peito ainda bate pela certeza - meio incerta - de que um dia tudo passa."
Caio Fernando Abreu
"Sempre fui um pouco áspero, fechado, sempre tive dificuldade de receber amor. Na verdade, eu sempre precisei de afeto, só que antes eu não admitia."   Caio Fernando Abreu

pedaço.


"Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo."
Caio Fernando Abreu
"que novembro me traga todos os sorrisos que outubro me roubou" 

amén caio ...

caótico

“Fiquei pensando se não terei deixado o essencial — e o essencial eram as coisas que coloriram a minha vida nesses dois anos sem cor.”
 Caio Fernando Abreu

PS: eu não consigo parar de desistir de tudo.

De uma pobreza alagoana

"Será que desisti do amor? Que alívio. É um processo que vem se arrastando há uns quatro anos, desde o que chamo de 'The Big Disaster', agora parece que con-so-li-dou-se.

Será que é a idade?

Fico ouvindo as pessoas naquele rodenir de ligou?-vou-ligar-não-sei-se-ligo-se-ligar-dizque-saí etc&etc.

Eu acho de uma pobreza alagoana".

 [Caio F. Abreu em carta para Magliani]