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Sobre amor: não desista tão fácil.

De alguma forma, eu acho que está rondando por aí um conceito errado de amor. Vamos deixar claro desde o inicio, não é como se eu tivesse a fórmula definitiva do amor e soubesse quando ele existe ou não, quando ele está certo ou não. Mas, algumas coisas, algumas atitudes, eu não posso simplesmente ver e achar que é questão de "cada um com seu cada qual". Algumas coisas vão além. E ver essas coisas me deixa um tanto aflito. O meu conceito de amor é que está errado, então?

Senão, vejamos. Eu vi por aí (sei de vários!) fim de longo namoro porque o namoro em questão tinha se transformado em uma grande amizade. E que sem paixão não dá pra viver. E que não dá pra viver amando o melhor amigo.

Eu não consigo concordar com isso. Respeito o sentimento alheio, mas não entendo. Eu entendo que no meio do caminho de um relacionamento de anos você pode "enjoar" da pessoa e não querer estar mais com ela. Você pode sentir falta daquela paixão avassaladora do começo, pode querer sentir tudo aquilo de novo. Mas, será? Será que esse é o ideal, viver constantemente em uma montanha-russa?

Quando penso em passar o resto da minha vida com uma pessoa, não penso que ficarei todo dia desesperado de paixão, pensando nela o tempo todo, chorando se ela não está. Eu me imagino vivendo aqui e a pessoa lá, com a gente se encontrando no final do dia, compartilhando a nossa vida. Uma parceria. Uma grande amizade, por que não?

A maioria das pessoas querem um amor de cinema, das grandes paixões fulminantes e dois anos depois se cansam e decretam que acabou. Não parecem perceber que o amor não é assim, ele é construído todo dia. E que a pessoa do seu lado certamente terá um monte de defeitos e justamente por isso vocês devem continuar juntos. Porque, sabe, não existe ninguém no mundo que não seja insuportável. Eu sou, você é. Seu namorado é. Mas, é essa pessoa que estará contigo até o final e é com ela que você deve se preocupar. Não com as possibilidades lá fora, todo um mundo de pessoas que esbravejam alegremente a solteirice e choram baixinho de solidão sem contar pra ninguém.

Eu não consigo imaginar como pode ser um defeito o amor da minha vida ser o meu melhor amigo. É claro que amar o seu melhor amigo não é garantia de um compromisso eterno (nada é garantia pra isso). Mas, se apaixonar loucamente também não é.

Seria bacana se as pessoas tentassem um pouco mais. Vejam que a vida não é fácil, que é maravilhoso ter do seu lado alguém que você conhece, que sabe das suas manias e dos seus defeitos. E que, mesmo assim, está do seu lado. Apaixone-se pelo amor que vocês tem um pelo outro. Enquanto houver amor, tente.

E se não houver amanhã?

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Porque somos tão idiotas? Porque idealizamos tanto o amanhã e lembramos tanto do ontem? E o hoje? Como é que fica? Não fica. A gente sempre faz do nosso hoje, o amanhã. Amanhã eu vejo isso, amanhã eu faço aquilo. Amanhã. Amanhã. Amanhã. E se não houver amanhã? Como você reagiria se soubesse que você tem até a meia-noite de hoje para ser feliz? Permita-se e se caso machucar, o mínimo que vai acontecer é você crescer.
A vida é digna de ser vivida e  pra suportar a dor de viver, você precisa ser um pouco retardado ou um pouco louco, que seja. Seja o que quiser, do jeito que bem entender. A única coisa de valor que nós temos é o hoje. "E se" e "quando" só causam enjoo e dor de cabeça. Eu que sempre pensei no amanhã, eu que sempre me apeguei ao ontem... agora eu só quero o meu hoje. Eu só quero dizer que a única preciosidade que nós temos depois da vida, é o dia de hoje. Era só isso mesmo.
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Afinal de contas, que merda é essa? Por que essas pessoas se opõe ao amor e não se opõe à guerra? Por que o amor entre iguais insulta tanto? Porque a violência entre os semelhantes não? Não entendo. Minha lógica não entende, meu coração também não.

Permita-se

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Admita que música nenhuma do Chico Buarque te anima mais do que aquela balada nova da Rihanna num sábado à noite, ou que o sonho da sua vida é casar na igreja e entrar de mãos dadas com teu pai ao som da marcha nupcial. Pode confessar, também, que você gosta muito de Caio Fernando Abreu porque acha ele sensível, afinal. E colocaria todos os dias uma frase dele no seu facebook, se pudesse. E além dele, o Veríssimo, a Tati Bernardi, o Gabito Nunes, sei lá mais quantos.

Declame as poesias de amor mais conhecidas e manjadas e saiba cantar todas as canções do bon jovi (em especial ''Always''). Declare seu amor com uma canção, com uma carta, uma caixa de bombons, um bilhete no guardanapo, um beijo roubado, sei lá.

Dê risada com comédias românticas e indique-as aos seus amigos, não importa o quão mal-produzidas elas sejam. Se entupa de chocolate no sofá da sala conversando com uma amiga ou amigo. Faça pipoca pra assistir ao Faustão aos domingos com a sua mãe.. Vá a um barzinho sexta á noite e fique tão bebado a ponto de não lembrar nada no dia seguinte.

Pode ouvir Taylor Swift de vez em quando e achar bonitinho, pode dançar numa roda de samba até o dia raiar, pode ir pra micareta pular atrás de um trio sem propósito algum, pode mandar sms de madrugada e se arrepender, fazer tempestade em copo d'água, se apaixonar à primeira vista, chorar com o último capítulo da novela das oito...

Pra quê saber direito quem é o Almodóvar ou o Hitchcock? Se dê o direito de não ter entendido ''Inception'', de ter dormindo assistindo ''O Código DaVinci'' e detestar qualquer idiotice futurista que eles tentem lhe enfiar guela abaixo nos cinemas e na literatura.
Cante com emoção o refrão de Pais e Filhos, We Are The Champions e também o daquela música nova de pagode que você ouviu semana passada.

Dê risadas altas e exageradas, faça amigos de meia hora ou de uma vida inteira. Não tenha vergonha de dizer que você se apaixonou pelo sorriso de alguém. Escreva cartas de amor sem remetente.  Ache a lua linda, as estrelas românticas, o sol animador. Seja forte, sensível, extravagante, bonito, feio, faça careta, coloque um piercing, faça uma tatuagem, use roupas pretas ou coloridas, aprenda a tocar um instrumento, rasgue papéis velhos, mande alguém tomar no cu.

Não importa como, apenas permita-se ser exatamente quem você é. A única regra é ser feliz.

transbordante


‎"Apaixone-se por alguém que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura. Por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro; por alguém que caminhe junto contigo, que seja seu companheiro. Apaixone-se por alguém que sinta sua falta e que precise de você. Não apaixone-se apenas pela idéia de se estar apaixonado."

primeiro ame-se, cuide-se, complete-se pra depois se apaixonar por alguém e transborde.

se não sente, não fale.

eu sempre me baseei na seguinte frase: o amor é convivência. é claro, ela é verdadeira e faz o total sentido, pelo menos pra mim. porque sentimentos são conquistados todos os dias, é preciso cuidar, cultivar para que nasça desse esforço o tal do 'eu te amo'.

é só uma pena que muitos não são assim, muitos nem sequer sabem o que estão dizendo, mas dizem por aí. e muita das vezes eu acho isso tão triste. por que as pessoas dizem coisas sem ao menos sentir? só posso acreditar que não conhecem a essência do que é amar alguém de verdade. e eu não falo só de amor entre homem e mulher, eu falo do amor-amigo que adquirimos com o decorrer da vida.
muitos estão com a frase 'eu te amo' no nascer do sol até o cair da noite. e não, não estou julgando ninguém, não é errado falar 'eu te amo' quando se ama. pelo contrário, é maravilhoso. eu falo daqueles que não amam, não sentem absolutamente nada e dizem: 'hey, eu te amo!'.

eu acho a frase 'eu te amo' tão forte quanto a palavra 'morte'. e por tanta insensibilidade para muitos é algo banal, algo sem nenhuma insignificância. acha que é só mais uma frase clichê das quais estão acostumados a dizer por aí. mas não é, se trata de sentimento! e então por que falam da boca pra fora? só pra conseguir conquistar um sorriso de alguém? por que muitos enganam? enquanto o sorriso é sincero, o 'eu te amo' dito sabe ser tão falso que acaba desmanchando e se tornando lágrimas. afinal o amor é o sentimento mais puro que existe e qualquer um tem o dom de amar, só que muitos não sabem manusear . as vezes nem precisa sair por aí dizendo para um e para outro que ama aquele e aquela. só é preciso que a pessoa amada saiba, e mesmo se não saiba demonstrar todo esse amor, não há problema. não dizer 'eu te amo' não significa que não ame, porque sabe que ama e esse alguém também sabe. só é necessário que haja sentimento, porque afinal o 'eu te amo' não é nenhum ditado popular para se sair dizendo pelos lugares.
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Amor bom é facinho - Ivan Martins

Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.


Fonte: 
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI244764-15230,00.html

Sobre quereres e deveres

Nós queremos ser estilosos, deveríamos aprender inglês, cruzar as pernas, descruzar os braços e aparecer sempre com uma cara boa nas entrevistas de emprego. Nós queremos soluções, deveríamos ser práticos, lógicos, eficientes. Nós queremos respostas, deveríamos ser espiritualizados, humildes, leitores.

No amor, queremos ser amados, deveríamos ser precavidos, sensatos. E novamente: não queremos “um amor”, queremos um “grande amor” e deveríamos ser um pouco mais realistas. Nós deveríamos ser os mais simpáticos, os mais modernos, os mais malabaristas, os mais compreensivos, psicólogos, atenciosos e elegantes.

Deveríamos ser um sucesso, os melhores, nota dez, dançar bem, cantar bem, jogar futebol bem, pegar a Madonna também, escrever muito, muito, muito bem e ter uma biografia louca cheia de grandes — e pequenos e médios — amores e viagens. Deveríamos, merecíamos, que todo mundo morresse de inveja.

Nós deveríamos falar menos, fazer mais. Nós queremos loucamente, desesperadamente, que tudo dê certo. Mas ficamos cansados, tão cansados... que às vezes não temos paciência, sequer, para chegar a um final comovente.

Peguei e falei

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No facebook está rolando uma mensagem com esta foto:


"As pessoas não vão COMPARTILHAR porque eles não querem suas páginas do perfil feias como seus corações. :/ ISSO É AMOR '-' "

pois bem, a pessoa aqui não vai compartilhar não porque o coração dela é feio e sim porque compartilhar isso não vai mudar nada na vida dessa criança. o mundo não será um lugar melhor só porque voce colocou uma imagem de desgraça na internet e escreveu "o que está havendo com o mundo?". suas frases de efeito na internet só te fazem mais um ridículo metido a consciente mas que na realidade está cagando para o que acontece no mundo. ou voce acha mesmo que compartilhar fotos de crianças na miséria vai matar a fome delas? ou que qualquer comentário consciente vai ajudar alguém que teve a vida destruida por causa de algum desastre?
acorda pra vida!
isso são só palavras. palavras não são ações propriamente ditas.
o máximo que você consegue nesta plataforma - a internet - é o caráter informativo. um "encorajamento" para algumas pessoas se envolverem na causa, mas na maioria das vezes é só mais um babaca querendo pegar uma frase impactante para pagar de bonito em redes sociais.

internet não remove escombro, não remove terra, não alimenta, não aquece. não estou dizendo que é totalmente inútil se manifestar por este meio, mas sem ação, sem engajamento, sem envolvimento direto - braçal - com a causa, de nada adianta.

NÃO CONFUNDA HIPOCRISIA COM AMOR.

pronto, desabafei. obrigado!

Do que precisamos de verdade

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"Há certas horas, em que não precisamos de um amor...
Não precisamos de paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama.
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado. Sem nada dizer...
Há certas horas quando sentimos que estamos para chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir.
Alguém que ria das nossas piadas sem graça... Que ache nossas tristezas as maiores do mundo... Que nos teça elogios sem fim... E que apesar de todas as mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável.
Que nos mande calar a boca ou nos evite um jesto impensado.
Alguém que nos possa dizer: "Acho que você está errado, mas eu estou do seu lado".
Ou alguém que apenas diga: "Sou seu amor! E estou aqui"."

William Shakespeare, Só podia ser­­­­­­­­­­­­­­­­

Com os relacionamentos anteriores aprendi?

Sempre que via essa pergunta no Orkut, ficava pensando na profundidade da verdade. Me perguntava se alguém tinha, efetivamente, me ensinado alguma coisa e respondia: "Hmm... acho que nada, né!?"

Hoje, com os relacionamentos anteriores aprendi:

Aprendi que não se julga por excessões, mas pela vivência do dia a dia;
Aprendi que ter objetivos é importante, quaisquer que sejam eles;
Aprendi que eu preciso de espaço, e que não é muito espaço;
Aprendi que existe mundos além do meu;
Aprendi que a gente sempre vai precisar de alguém, e que não tem nada de mau nisso;
Aprendi que as pessoas são diferentes, e que cada uma tem a sua verdade, única e real;
Aprendi que eu tenho os meus limites;
Aprendi que, além de tudo isso, existe o outro, com tantas necessidades quanto eu, iguais ou não;
Aprendi a ser exatamente como eu sou.

Enfim, eu aprendi que não devo responder o que alguém me ensinou, mas o que eu aprendi fazendo meus próprios juízos.

Bom, pela primeira vez eu consegui responder.

Quando eu morria

Fingindo de morto
Quando eu era criança gostava de brincar de morrer. Simulava uma morte e morria aos poucos
ia fechando os olhos lentamente. Dai ficava ali morto esperando que alguém  notasse minha morte, quase nunca notavam e conclui que não era bom em morrer.

O que mais me impressionava quando eu morria é que, apesar de morto a vida continuava acontecendo lá fora apesar de minha ausência tudo continuava igual, o programa na televisão passando, a comida na panela que continuava a cozinhar, as pessoas da casa seguiam  nos seus afazeres indiferentes à minha morte.

Hoje ainda morro de vez em quando e pouca gente percebe, é interessante como na morte as pessoas desaparecem deixam de existir e a vida continua pra maioria. Isso prova que são poucas
as pessoas importantes na nossa vida e que realmente nos fariam falta.

Morra um mês e descubra quem notou, provavelmente são essas as que importam.

De caso com o amor próprio

Em um roda de amigos eu ouvi a seguinte frase "o Thalles não se apega a ninguém!". Ah! Eu me sinto bem, mas quando eu digo bem, quero dizer bem comigo mesmo. Meu coração samba com esse excesso de alegria no ar. Me sinto mais tranquilo, mais leve. Minha autoestima subiu ao pódio em primeiro lugar. Dedicar 23 horas do meu dia para mim mesmo, é bom demais. Todos esses cuidados especiais me proporciona o sentimento de pura satisfação. E, pensando bem, quer saber? Não amar ninguém e muito menos se interessar por alguém, agora, é tudo o que  preciso, e claro, tudo o que  tenho. Assim, eu só penso em duas palavras, "bem-estar". Eu tenho que estar bem comigo, para todo o resto harmonizar-se também. É assim que eu vou vivendo, mudando algo aqui, concertando algo acolá. E tudo isso é aquilo que eu chamo de "caso com o amor próprio".

 Atenciosamente, Thaee.

* E na playlist do amor próprio: Tarde em Itapuã - Vinicius de Moraes

Sobre uma nova paixão


Quando pinta uma nova paixão é sempre assim: o coração fica grande porque parece que do nada cabe mais amor do que seria possível caber, ou talvez o coração fica é pequeno, porque parece que enche tanto que não cabe mais nada. É, não sei. Mas todo o resto perde a graça e só quer ser a nova  paixão e acabou, e que ninguém interrompa quando você estiver sonhando, traçando com um lápis todos os planos e futuros juntos, claro. Você e a nova paixão.

Nova paixão também pode ser conhecida como “paixão no comecinho”, sempre bom, a melhor fase: tudo é novidade e vontade, não se cobra nada além do impossível, nunca é chato exigir atenção o tempo todo e toda exclusividade do mundo.

Uma vez eu disse que não queria me apaixonar nunca mais, pura bobagem: paixão não tem nada a ver com querer. Querendo ou não hoje me apaixonei e admito que cada dia que passa fico mais volúvel  para não dizer infiel, mas ao contrário da maioria, em minhas infidelidades, ninguém nunca sai magoado e cada vez que me encontro com as paixões, novas e antigas, é sempre um novo comecinho, e é super moderno porque ninguém é de ninguém e pode-se querer tudo, e tudo pode terminar ali mesmo.

Por exemplo, hoje. Voltando para casa depois de rir muito com a Nena e o Rodrigo, me apaixonei pelo fim de noite e flertei com o nascer do sol não sei se vai durar, provavelmente não, mas foi de tirar o fôlego.

Não, eu não me acho estranho apesar do que dizem. Afinal, que mal há em não se apaixonar pelas pessoas, quando se vive um empolgante romance com a vida?

Atenciosamente, Thaee.