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Vez em quando sinto o peso da vida inteira sobre as minhas costas, como se todos os meus excessos de antes me cobrassem algo no presente, e vice e versa. A verdade é que eu me cobro demais, e pouco faço para suprir minhas expectativas. Me encontro num período chato de quase apatia, quase um foda-se-tudo-eu-posso-continuar-vivendo-no-automático, mesmo sabendo o quão prejudicial é e quanto tempo eu perco nesse movimento. As coisas não estão ruins, mas elas não estão na plenitude que poderia estar. Muitas coisas me incomodam e pouco consigo fazer para mudar, me deixando num confortável estado de reclamação-irritação-ok. Eu não sei direito o que fazer. Não sei.

Das armaguras em série: o motorista arrombado.

hoje um filho duma ratazana passou numa enxurrada com seu automóvel e me deu um banho de água suja. só que ai ele parou logo em frente e eu não me controlei e tive que ir lá bater no vidro e agradecer por ele ter me molhado. o cara pediu desculpas com um sorrisinho amarelo na frente dos outros três esquisitos que também estavam dentro do carro. aposto que ele estava com pressa para poder dar o cu para os três fedidos. APAMERDA.