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O Pequeno Príncipe

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    Acho que o livro que eu mais li até hoje é "O Pequeno Príncipe", e com certeza vou ler de novo.
    É um livro de 95 páginas, uma leitura boa, sem palavras difíceis... o seu conteúdo é tão simples e puro que é justamente por isso que o torna interessante.
    A história é mais ou menos assim: um homem narra o seu encontro com um principezinho no meio do deserto do Saara. Este príncipe se torna intrigante para o homem, pelo fato dele ser de outro planeta...e a história é em cima das aventuras que o príncipe passou até a sua chegada no planeta Terra. Mas não é uma simples narração. Antes de sua chegada à Terra, ele passa por seis planetas e em cada um encontra um tipo de pessoa diferente.
    O homem á princípio cético, não dá muita importância ao príncipe. Afinal de contas, o adulto sempre se preocupa com outras coisas que para as crianças, não são tão importantes assim. E o príncipe ensina isso ao homem. Mostra-lhe o que realmente é importante com os ensinamentos que obteve durante a estadia em cada planeta.
    Eu poderia descrever o que o príncipe passa em cada planeta... porém, não ficaria tão interessante quanto ler o próprio livro, mas separei umas frases marcantes ao longo da leitura:


“É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar.”
“É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio.”
“(...) para os vaidosos, os homens são sempre admiradores.”
“As pessoas grandes são decididamente muito bizarras”
“Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe...”
“O essencial é invisível aos olhos”


    E a frase mais famosa:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

    “Le Petit Prince” é uma leitura ingênua, pura e bonita. Não tem nada a ver com auto-ajuda ou coisa parecida. Talvez seja o livro que mais se aproxima do conceito “o que é a vida”. Realmente não é um livro para crianças, porque simplesmente as crianças “são capazes de compreender tudo até mesmo os livros de gente grande”.


“ – Bom dia, disse o principezinho.
- Bom dia, disse o vendedor.
Era um vendedor de pílulas aperfeiçoadas que aplacavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.
- Por que vendes isso? perguntou o principezinho.
- É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam. A gente ganha cinqüenta e três minutos por semana.
- E o que faz, então, com os cinqüenta e três minutos?
- O que a gente quiser...
Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinqüenta e três minutos para gastar, iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte...”




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