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Cada um tem o Tae que merece. BLÉ! (que frase ridícula)


A galere ausente me vê como um rapaz esnobe. Ah é? É!
Não, não precisa negar, eu sei que vê. Nem ligo, sei bem a impressão que eu passo pra quem observa de fora e sei melhor ainda o preço que pago por ser quem sou. Mas o que eles chamam de esnobe eu chamo de proteção, proteção contra uns tipos como esse que vou citar agora, que carinhosamente vamos chama-lo de Estrupício (porque eu acho muito legal preservar a identidade alheia. Mesmo que seja com um papel adesivo, pra evitar desgaste).

Estrupício vive se insinuando para mim na rica rede social facebook, só que não Faro, hoje não! É ai que a máscara desse tipo asqueroso de gente cai e só prova que meu julgamento não está errado.
Segue o trecho:

"eu to solteiro, sou gatinho, gente boa.....
vc é um fofo posso dar em cima rsrsrs
se pegar é lucro... se não tento com outro"
                                                            [Estrupício]

Pra começar, gente que escreve 'rsrs' não merece ser levada à sério (gente que tem blog também não, enfim). E vou te contar viu, eu devo ter um ima pra gente podre, porque olha... A minha vontade é pegar um troço desse e joga-lo na frente de um ônibus em movimento só pra sacar o barulho que faz quando gente cretina é esmagada. Se eu fizesse isso eu seria preso por agressão física. Mas deixa estar. Como a galere ausente mesmo diz, eu sei jogar um bom desprezo o que é batata para matar uma pessoa sem arrancar sua vida e ser preso por isso. Não há veneno pior no mundo capaz de matar alguém como o desprezo.

*pausa para risada maligna: MUAHAHAHA*

Então Estrupícios da vida, lá vai uma rodada de desprezo pra vocês, ordinários.

Alguns segundos de caps lock.

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Vontade de enfiar a cara num travesseiro, gritar até ficar vermelho. Depois jogar uma água no rosto, pentear meu cabelo e ir malhar como uma pessoa feliz que sou.

Sobre orquídeas azuis, câmara fria e boca torta.

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Hoje mamãe e eu ficamos presos numa câmara fria duma floricultura porque a bonita queria porque queria uma maldita orquídea azul. Na boa, morrer de hipotermia numa câmara cheia de flores ao lado da minha mãe não é o fim que imaginei para mim, e todo mundo sabe como eu fico quando as coisas não saem como eu planejei.
Sem falar na puta dor de cabeça que estou por sair do gelado e botar a fuça no calor infernal que está nessa terra suja chamada Uberlândia. Só faltava eu ficar com a boca torta por causa disso, ai sim eu ia fazer igual o seu Madruga e pular em cima dessa buceta de pétala azul na frente da minha mãe pra ela ver que eu sou uma pessoa descontrolada.

Isso tudo por causa disso:


eu tenho tanto medo de um dia olhar pra trás e ver grandes espaços em branco. porque é como a minha vida parece algumas vezes: como se não estivesse sendo vivida. vou empurrando, adiando, sonhando, planejando. e realizo tão pouco.
às vezes acordo e me pergunto como foi que cheguei até aqui. qual foi a correnteza que desaguou nesse lugar. e não quero continuar com essa sensação. não quero que esse desespero de não saber por onde andei se agrave.
tenho tantos sonhos. e a maior parte deles é perfeitamente realizável. não quero mais adiá-los. quero um dia olhar pro passado e ter certeza dos passos que dei, com firmeza de ter dado o meu melhor. de ter feito o que quis fazer. de ter propriedade sobre o meu presente, quiçá sobre alguma parte do meu futuro. tomar como minha a vida que escolhi ter.

Amar é um ato de coragem


Às vezes é difícil segurar o choro, quando o mundo parece tanto o avesso do avesso do avesso. É estranho saber que mesmo sendo tantos, somos tão poucos. Que ir pra frente de batalha nem sempre basta, quase nunca. É como se ser correto fosse a coisa errada, é como se sentir, fazer, pulsar fosse burrice.

Uma canção sobre amor



"Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8° andar,
invés disso eu dei meia volta e comi uma torta inteira de amora no jantar"
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cara, eu to tão cagado que to pedindo orientação divina.

Oba oba o carnaval chegou...

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Ah é? É!

Entre girassóis e besouros coloridos

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um beijo pra quem tem um girassol chamado Geraldo que recebe visitas de besouros multicoloridos.
 acho que sou uma pessoa sozinha. ai gente.




não é maravilhoso como ele iluminou isso que eu chamo de blog? Geraldo é só cor e alegria.

Sobre sabotagem


É aquele momento em que as coisas estão perfeitas, aquela sensação de estabilidade que começou tímida e foi crescendo devagar, passou despercebido até que se instalou. Aquele sossego de confiar em alguém, de se sentir parte de algo importante e quem sabe duradouro. Aqueles suspiros e o coração acelerado, o suor frio, a ansiedade, o contar os dias no calendário e as horas no relógio, aquele sentimento explodindo no peito. Aquela vontade de sair cantando pelas ruas com passinhos de danças ridículos, vontade de gritar ao mundo que você achou o que estava procurando.


É neste momento que eu me saboto. Neste momento que sinto aquela vontade incontrolável de começar a fugir na direção oposta procurando um lugar pra ficar sozinho, em um canto só meu, longe de tudo que possa mudar o que sou, tanto pra melhor quanto pra pior. Invento um motivo absurdo, acabo com o conto de fadas e sigo em frente querendo acreditar que foi melhor assim.


De certa forma foi, gosto do que sou hoje. Penei muito pra ser o que sou e conquistei minha liberdade quase que com sangue. Perdi muito pra ter o que tenho hoje, e não quero me perder. Assim que me sinto "ameaçado", quando sinto que minha liberdade de não sentir está em jogo, eu saboto, eu corro, eu machuco, eu engano. Depois e ouço umas musicas tristes, seco as lágrimas e sigo e frente, cabeça erguida e peito fechado.


Sei que pode parecer insensível, covarde, problemático e solitário... é de fato tudo isso! Posso parecer não ter coração, mas a verdade é que sinto demais, e não posso por meu coração na linha de batalha. Ele está todo furado, remendado, entupido, sangrou demais nessa vida. Aguentou muita coisa, passou por muitas batalhas, perdeu varias, ganhou poucas, mas sobreviveu. Ele ainda pulsa, ainda despeja animo pelas minhas veias, mas ele bate em outro ritmo. 


Um ritmo mais cético, mais cansado, mais endurecido. Ele ainda está bom pra batalha, mas ficou esperto e aprendeu que recuar também é estratégia. Que não são todas as batalhas que valem a pena, e que no final de uma guerra não há vencedores, que há certas cicatrizes que podem ser evitadas e que cautela pode ser a chave de tudo.


Eu saboto sim, por medo, por amor próprio, por covardia, escolha seu motivo e pode me apedrejar se quiser. Me chame de imaturo, e de o diabo. Mas a verdade é que não esto podendo entrar em batalha nenhuma sem ter certeza de vitória.